No dia 14 de junho é comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue, instituído desde 2005 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Há muitas campanhas e incentivos por parte dos Governos e dos Hospitais para  doadores humanos, a fim de abastecer os bancos de sangue, tão importantes para a saúde da população. Mas poucos sabem que existem bancos de sangue veterinário, em que cães e gatos podem ser doadores, contribuindo com a saúde de outros animais. Por isso, a Vetnil, uma das maiores empresas brasileiras do setor veterinário, em parceria com a o Banco de Sangue Veterinário Transfucão, localizado na zona norte de São Paulo, lança um apelo aos tutores de pets para a importância da doação de sangue animal.

Os pets podem doar sangue a cada três meses e, assim como os humanos, o Banco de Sangue realiza diversos exames que ajudam no monitoramento da saúde do animal gratuitamente. “O objetivo do banco de sangue veterinário é ter bolsas qualificadas, divididas em hemocomponentes, ou seja, cada parte do sangue destinado a um tipo de doença que o animal apresente. É sem dúvida uma ação muito importante. Além de ajudar outros pets, é possível ter acesso a um hemograma completo, incluindo várias sorologias, que normalmente os tutores não realizam com frequência. Muitas vezes identificamos uma sorologia positiva e encaminhamos este pet para uma Clínica Veterinária”, afirma Camila Maia da Transfucão.

Nos cães, são realizados hemograma completo, teste de função renal, detecção de Leshmaniose e Dirofilariose (vermes do coração), Erlichia Canis, Borrelia e Anaplasma (doenças transmitidas pelo carrapato). Aos gatos doadores, são oferecidos hemograma completo, teste de função renal, sorologia para FIV (imunodeficiência viral felina) e FELV (Leucemia viral felina).

Segundo Camila, o número de doadores pets ainda é muito baixo. “Na Transfucão, temos cerca de 80 cães e 30 gatos doadores mensais, que normalmente são de canis parceiros. A demanda é tão grande, que muitas vezes a gente não consegue atender a todos, principalmente por falta de plaquetas, que tem uma duração de apenas cinco dias. Em São Paulo, há ainda uma maior oferta de bancos de sangue veterinário, mas o interior, litoral e até outros estados ainda são muito carentes. É necessário mesmo uma campanha de incentivo e conscientização dos tutores”, complementa.

Cães e gatos têm diferentes tipos sanguíneos, que variam entre as raças, e antes da transfusão é realizado um teste de compatibilidade. A doação de sangue de um cachorro pode ajudar quatro, e de gatos, dois por exemplo. Para ser doador, o cão deve ter no mínimo 25 kg e o gato 3,5Kg, não ter feito cirurgias nos últimos três meses, não ter passado por transfusão de sangue e as fêmeas não podem estar prenhas. No caso de gatos, normalmente há sedação. “Para fazer a doação, basta entrar em contato com o banco de sangue veterinário e agendar. A coleta pode ser realizada no próprio banco de sangue, ou no local, dependendo da quantidade de animais”, sinaliza Camila.

“A doação de sangue é uma ação de solidariedade. Neste sentido, precisamos cada vez mais incentivar não só a doação de sangue humana, como também animal, até porque muitos tutores não tem conhecimento desta iniciativa”, destaca Cristiano de Sá, diretor de marketing da Vetnil.

Pauta enviado por: A4&Holofote Comunicação